O problema é que em algum ponto da nossa vida tivemos uma explosão de unicórnios e arco íris. Daí nos iludimos. E agora?
Um pouco de ilusão enfeita a realidade e quanto maior a capacidade de imaginação, mais aguçada é a inteligência. No imaginário a gente é sempre feliz. Lá a gente manda. Mas lá não é real.
Real é o dia a dia, quando acordamos e o sol nos aponta tantas possibilidades. Real é a pessoa que temos ao lado, com necessidades reais, qualidades reais, defeitos reais. Real sou eu olhando pra mim mesma, enxergando minhas limitações, meus fracassos, meus recursos pessoais. E sabe, a minha imagem no espelho também não é real, é invertida. Assim também a visão das coisas pode ser distorcida e as opiniões alheias são somente o que as pessoas pensam em determinadas circunstâncias, o que significa que não são reais o bastante para respaldar a minha vida.
Tanto tempo perdido com príncipe azul, fadas e outras ilusões fantásticas de um mundo irreal, que encarar os fatos e as pessoas do dia a dia parece ser algo difícil, quando na verdade é tão libertador! Olhar a realidade na cara dela e dizer - "estou aqui, não vou fugir" - é a chave que abre os portões para a fase adulta, quando enfrentamos a vida tal como ela é, embora com medo.
Fantasias a parte, a vida está acontecendo minuto após minuto. Ou nos damos conta disso e dirigimos nossa vida ou compramos passagem só de ida para a Terra do Nunca, onde ninguém cresce.
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