Nos momentos de dor, aquilo que conhecemos de Deus é o que nos sustenta.
Podemos ter muito conhecimento, muita leitura, muita experiência de vida, mas quando a dor nos atinge de cheio, isso adianta muito pouco ou quase nada. E, como ninguém está isento de sofrimentos, necessitamos de algo que não mude, que não se altere, que não tenha sequer sombra de variação, pra estancar a tristeza e estabilizar nossas emoções tão oscilantes.
Por que o conhecimento e a experiência não podem nos sustentar? Simplesmente porque não são inalteráveis. O que se vê hoje é uma tremenda oscilação de princípios afetando as experiências de vida, uma enxurrada de conhecimentos que respaldam as situações concretas da vida, mas que não alcançam tocar o âmago das questões pessoais e emocionais. Ou seja, apesar de todo conhecimento que adquirimos e das experiências que colecionamos, corremos para os consultórios psicológicos e psiquiátricos, apelamos para os remédios controlados, buscando ajuda pra entender o momento que vivemos e o que estamos realmente sentindo, e nada é suficiente. As questões da nossa alma não podem ser medidas por dosagens ou por sessões! Somente Deus, o Criador, conhecedor de tudo em nós, nos poderá bastar. É o Criador com a sua criação...
Seja qual for o conhecimento que eu tenha de Deus, pouco ou muito, é isso que vai alimentar a minha fé quando me faltar esperança. Se eu souber que Deus está no controle de tudo, isso me ajudará a não entrar em desespero. Se eu souber que Deus é todo amor, isso me ajudará a manter quente o meu coração. Se eu souber que Deus é fiel, isso me ajudará a cumprir com a minha palavra quando eu pensar em desistir
Enfim, se eu souber que Deus existe, isso me ajudará a viver acima das circunstâncias. Mas esse saber equivale a conhecer, a experimentar. Não é um saber de ouvir falar. Aí é que está a diferença, porque, no final das contas, o que vai valer é como eu me relaciono com Deus e o que Ele significa na minha vida. Nisso estará a minha força: em que Deus não está morto.
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