Pessoas são instrumentos de enfermidade ou de cura. Pessoas ajudam ou atrapalham. Pessoas encorajam ou desmotivam. Bom, eu também. E você, que me lê.
Estou pensando isso agora, enquanto vejo centenas de pessoas que passam umas pelas outras, se esbarram o atravessar as ruas ou pelas calçadas. Como são apressadas! E eu aqui, desfrutando de um momento solitário entre gente, observando os desenhos de nuvens no céu, escutando buzinas e vozes que se misturam levadas pelo vento. Um dos raros momentos que me dou para curtir minha própria companhia e observar, a partir de mim mesma, as multifaces que determinam os comportamentos. Então, pela observação aliada a alguma experiência, posso dizer que cada pessoa (e me incluo) é um tipo de instrumento. Há pessoas que são como remédio errado: provocam mal estar e outros efeitos indesejáveis.... Outras são letais. Como uma eutanásia. Como cianureto. O que transmitem é morte. Destroem a vida de outras pessoas com suas palavras e atitudes. Afetam (e por vezes matam) a autoestima delas. Interrompem sonhos, carreiras e relacionamentos com o veneno que destilam.
Há pessoas ainda que agem como verdadeiros ansiolíticos, analgésicos e antidepressivos. Estar com elas ou tê-las por perto é desfrutar de um momento de paz e tranquilidade. Elas têm uma palavra boa, itêm uma expressão amável, parecem anjos no mundo. Têm por hábito fazer o bem e cultivar bons costumes. Sabem como estancar a dor, sabem ver os problemas de outros ângulos e encontrar uma coisa boa em tudo. Têm uma capacidade de superação que encoraja qualquer um. Ah! Como gosto dessas pessoas! E quem não gosta?! (Quero ser uma delas.)
E ainda há pessoas afrodisíacas. Essas são capazes de despertar desejos, alegrias e sonhos adormecidos na al da gente... Só escutar sua voz é suficiente para o coração bater mais forte no impulso de estar vivo! Ao lado delas a vida tem mais cor e há mais motivos pra sair e ganhar o mundo!
São muitas as pessoas que passam pela nossa vida. Algumas apenas passam e outras ficam por um tempo e depois também se vão. Algumas permanecem e seguem conosco por estações inteiras, anos a fio...
Bom mesmo é quando a gente entende que uma pessoa é um universo de possibilidades, de humores, amores e dores, de histórias pra contar, de características únicas, e assim, nos deixamos marcar por elas. É desse jeito que nasce o gostar de si mesmo e do outro, nasce a amizade, nasce o amor da vida de alguém... é quando aceitamos as pessoas como elas são, que entendemos o significado de "amar como se não houvesse amanhã": desfrutamos do melhor que têm, damos o melhor que temos e compreendemos que suas imperfeições e cicatrizes estão intrínsecamente ligadas à maneira como vivem e convivem, determinando quão letais, afrodisíacas ou encorajadoras elas serão. Basta desenvolver um olhar mais interessado, uma mente menos inquieta e um espírito mais manso, para construir relacionamentos mais agradáveis e promissores.
Pressa? Só de viver.
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