Amar é essencial. Pelo amor a uma só pessoa pode-se amar todo um país.
Dá pra continuar vivo sem trabalhar, sem dormir, sem comer. Dá pra estar bem sem amigos, sem transportes, sem café. É horrível, mas sobrevive-se. Sempre apresentam-se e arranjam-se alternativas.
Dá-se um jeito, sempre. Mas sem amor e sem amar, não dá.
Vive-se sem paixão, sem correspondência, sem resposta. Vive-se sem amante, sem casa, sem cama. Mas sem amor não vive ninguém. Pode ser um amor sem razão, sem morada, sem nome. Pode até ser platônico. Mas tem de ser um amor. Não tem de ser lindo, impossível, dramático. Apenas tem de ser verdadeiro.
O amor é um abandono... Nos atiramos. Nos retraímos. E abdicamos até das nossas próprias vontades para conviver bem. O amor é o que fica quando o coração está cansado. Quando o pensamento está exausto e os sentidos adormecem, o amor nos desperta. Nos enche de vida e quase nos mata. É uma armadilha. No meio do sono, nos acorda. No meio do trabalho, nos deixa ausentes. O amor é uma das nossas almas. Na verdade, é a nossa alma mudando de corpo...
Quem não dava a vida por um amor?! Quem não tem um amor inseguro e incerto, lindo de morrer, de quem queira cuidar e fugir, fugir e cuidar, pelo resto da vida?!...
Sim, senhores, sem amor, sem amar, não dá.

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