9 de junho de 2015

Saber não é Sentir


Adoraria estar sentada no sofá, vendo um bom filme spielberguiano, com um pacote de torradas na mao e um pote de Nutella ao lado. Imaginou? Bom, saber não é a mesma coisa que sentir. Entre descrever algo de ouvir falar e descrever algo que se experimentou, há uma sutil diferença, denunciada pelo intenso brilho nos olhos... Quando experimentamos uma sensação ou vivenciamos uma experiencia boa ou sentimos a dor na pele, deixamos o modo de superfície para mergulhar nas entranhas, nas vísceras, no profundo, onde estão as nossas emoções. É no âmago. No cerne. No centro. Onde Deus nos fez à sua imagem e à sua semelhança. 
As emoções não se explicam, é difícil descrevê-las. Quando se consegue o feito, surge uma poesia ou um texto maravilhoso, ou uma historia genial, ou uma pintura que transcende... São meio primitivas até. Elas desarraigam sentimentos contidos y conhecimentos encarcerados, para nos levar a expressar o que, de fato, sentimos, que às vezes contraria o que conhecemos e extrapola sentimentos politicamente corretos...
Não defendo aqui "sentimentaloides" que vivem "emocionados". Tampouco de quem vive ligado debaixo de uma adrenalina louca, porque isso é patologia. 
Me refiro, sim, a pessoas conscientes, que expressam suas emoções, que sentem compaixão pelo outro, capaz de sentir com, que vivem com paixão, que fazem de seus conhecimentos uma ponte que beneficie aos demais, que não encarceram seus sentimentos em frases clichês e comportamentos previsíveis.
Conhecimento pode envaidecer. Sentimentos podem enganar. Mas a emoção é linda de se ver, porque acontece, explode, registra e passa... Viver é um pouco de frio na barriga, de coração acelerado, de rosto em brasa, de imprevistos, improvisos e um monte de historias para contar.  Sem isso, talvez seja "sobreviver".

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