5 de junho de 2015

A Lei do Amor



Existem pessoas que conhecem as leis para condenação. Assim eram os fariseus nos tempos de Jesus. Observavam com rigor as leis e julgavam os que não eram cumpridores. Realizavam cultos, rituais, zelavam pelo lugar de culto e pela prática de orações, ofertas e sacrifícios, mas pouco se importavam com as necessidades das pessoas. Esperavam um líder que livrasse o povo da opressão do império romano, mas ignoravam o Filho de Deus, seus milagres e ensinamentos. Eram bem intencionados, mas seus corações estava longe de Deus. 
Existem pessoas que vivem à margem da vida. Assim era aquela mulher dos tempos de Jesus. Havia sigo flagrada transgredindo as leis e sofria com o preconceito, a acusação e a rejeição das pessoas. Sem dúvida, ela estava entre aqueles que eram ignorados, necessitados de compaixão e de um olhar pessoal.
E havia Jesus. Ele convivia com as pessoas. Conhecia os seus corações. Ele  sabia que os fariseus alimentavam o desejo de surpreendê-lo em alguma falta, com palavras e atitudes contrarias às leis, mas terminavam confundidos, porque Jesus não só cumpria as leis, como também ensinava que o amor excedia as leis, que andava uma milha além, que oferecia a outra face...
Um dia um fariseu chamado Simão  convidou Jesus para jantar em sua casa. Era de costume que se recebesse o convidado à porta com um beijo e que seus pés fossem lavados e enxutos à entrada da casa. Mas Jesus não recebeu essa honra na casa do fariseu. Naquela noite, à hora do jantar, a mulher pecadora entrou na casa de Simão. Ninguém a notou. Ela sabia que seria ignorada, discriminada, rejeitada e até expulsa da casa do fariseu, mas não se deteve, porque sabia que Jesus estava lá. Então, entrou corajosamente e se colocou aos pés do Mestre, lavou-os com suas lágrimas, com um perfume caríssimo e, em seguida, enxugou os pés de Jesus com os próprios cabelos. O fato chamou a atenção de Simão e de todos os religiosos que estavam na casa. Em seus corações condenavam a mulher e criticavam Jesus por aceitar aquela manifestação de uma "pecadora" como ela. Foi então que Jesus, conhecendo seus pensamentos, lançou a Simão a seguinte questão: 
- Dois homens deviam ao seu senhor. Um devia 500 e outro devia 50. Mas muito ou pouco, o fato é que, como nenhum dos dois homens tinha como pagar a divida, o senhor perdoou a ambos. Diga-me, Simão, qual dos dois ficou mais agradecido? E Simão respondeu: - O que mais devia, Mestre. Jesus voltou-se para a mulher e disse: - Quem de muito foi perdoado, maior gratidão demonstra.
Como Jesus poderia interromper aquela expressão tão sincera daquela mulher que havia sido tão julgada e agora sentindo-se perdoada e digna, estava ali dando a Jesus a honra que Simão lhe devia? Como conter um amor extravagante assim? Como constranger um coração cheio de gratidão? Jesus recebeu a expressão de amor daquela mulher. Aceitou sua manifestação porque sabia que era sincero o seu coração.
Que importam as convenções, os paradigmas e as diferenças? Deus não vê minha condição social, minha posição. Ele olha o meu coração. Deus não me chama pelo nome do meu pecado, Ele conhece o meu nome. Deus não olha para o que eu fui ou fiz, mas para o que eu posso ser e fazer através do seu amor e graça. Há muito a aprender da Bíblia sobre como viver uma vida que agrade e honre a Jesus. Não quero estar longe disso. Assim como aquela mulher, quero amar, expressar amor, conservar simplicidade, ter coragem para quebrar paradigmas, ser sabia para enfrentar desafios e agradecer. Porque de muito fui perdoada. Porque a graça de Jesus é superabundante. 

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