As pessoas mais bonitas que conheço são as que sofreram algum tipo de perda e lutaram para sair das profundezas. Mergulharam fundo na tristeza e bravamente retomaram fôlego para subir à tona. Essas pessoas têm um brilho nos olhos. Valorizam a vida. Amam. Têm compaixão. São solidárias, amáveis, sensíveis, humanas. Têm muito a dizer, mas preferem atitudes a palavras. Conhecem os próprios limites, provaram das próprias fraquezas e forjaram as próprias forças no aço da dor.
Pessoas incrivelmente bonitas não surgem do nada. Elas são feitas, construídas, trabalhadas de dentro para fora, um fazer, desfazer e refazer incansável... Moldadas, ajustadas, reinventadas, às vezes até mutiladas, mas por isso mesmo lindamente especiais e indispensáveis.
Não se deixe enganar: a verdadeira beleza vem de dentro, essa que o tempo e a vida se encarregam de aperfeiçoar.

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