Podemos perder várias coisas na vida, menos a apreciação por nós mesmos. E vou dizer que é exatamente isso que está debaixo de mira todos os dias: nossa auto estima. Não existe isenção nem imunidade pra ninguém. Todos sofremos diariamente algum tipo de afronta contra nossa forma de ser, por causa das nossas opiniões ou pela maneira como vivemos. Não podemos impedir muitas dessas interferências em nossa auto estima, mas "podemos decidir o que fazer a respeito" ou "o que fazer do que fizeram com a gente." Particularmente desconheço frase mais clichê, de tão usada é quase banal e descuidada, porque na prática não funciona tão bem... Não somos tão exímios assim em desconfigurar o que nos fizeram a ponto de interromper o curso devastador de uma autoestima machucada... A realidade é bem mais hostil.
Na verdade, somos atingidos no âmago da nossa personalidade por diversos tipos de agressão e violência. Somos marcados por muitas lembranças, desde a infância, no mais íntimo do nosso ser. Tudo isso determina o olhar que lançamos sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre tudo.
O que faremos do que nos fizeram? O que faremos com o que sentimos? São duas boas perguntas com centenas de boas respostas que não funcionam igual pra todo mundo, mas certamente uma ou mais se aplicam. Tem que tentar (e me incluo entre os que estão tentando), deixar-se ser seu próprio objeto de estudo, encarando as próprias mazelas e dores causadas por terceiros, identificando as próprias limitações e assumindo as responsabilidades dos próprios erros. Desse jeito pode ser possível recuperar a autoestima e a autoconfiança que vão se perdendo por aí, entre os tapas e beijos da vida.

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