25 de outubro de 2014

Quem você pensa que é?


Olha só: eu sou um dos 7 bilhões de exemplares de uma única espécie entre 3 milhões de espécies reconhecidas dentre cerca de 30 milhões de outras espécies existentes no planeta Terra. Eu sou um dos habitantes desse planeta que gira em torno de uma estrela chamada Sol, que é apenas uma estrela entre 100 bilhões de outras estrelas que formam a Via Láctea, que é uma galáxia entre 200 bilhões de outras galáxias num universo muito antigo que, possivelmente, vai desaparecer. Estou falando de mim, mas pode pensar em você. Quando vi esses dados, me senti tão ínfima, tão pequena, um grão. Pensei nas minhas muitas opiniões, nos meus conceitos e preconceitos. Pensei no meu orgulho, na minha reputação, nos meus direitos. Pensei nas minhas manias, na minha arrogância, na minha vaidade. Tudo virou poeira, subitamente. Quantas vezes me senti a última bolacha do pacote, insubstituível, imprescindível! Quantas vezes briguei por uma ideia, por uma posição! Quantas vezes lancei mão de palavras duras para ofender ou humilhar alguém! Quantas vezes achei que minha ideia era a melhor, a mais certa! Quantas vezes achei que eu era a melhor por causa da cor da minha pele, por causa da minha religião, por causa da minha educação, por causa da minha opção sexual! Quantas vezes deixei de ajudar alguém ou neguei um sorriso ou um cumprimento!... e poderia enumerar muitas outras quantas vezes agi com presunção. O mundo não gira em torno de mim. Como posso pensar que sou mais do que realmente sou?! Sou apenas uma pessoa entre 7 bilhões de outras pessoas e não sou igual a nenhuma delas. Por que me achar superior?
E como posso pensar que sou menos do que realmente sou?! Sou uma pessoa entre sete bilhões de outras pessoas e nenhuma delas é igual a mim! Por que me achar inferior?
Assim, que cada um pense sobre si mesmo com moderação, respeitando o outro como alguém com o mesmo grau de importância e o mesmo valor. Há uma igualdade nessa diversidade toda: e é que somos todos dependentes  de alguma forma, temos as mesmas necessidades emocionais, físicas e espirituais, temos os mesmos deveres perante a sociedade e temos direito aos mesmos direitos. Somos uma pequena parte de um todo muito grande. Nossa vida é curta e, num piscar de olhos, deixamos de existir. Constituídos da mesma forma, mas com tal riqueza de detalhes, somos todos diferentes, apesar de iguais. E ainda pensamos, sentimos e amamos, cada um ao seu modo, o que nos coloca acima das demais espécies.
O que nos sugere grandeza, também nos convida à humildade.

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