19 de fevereiro de 2014

Emoção que Fere, Atitude que Cura.


Quando alguém nos rejeita ou nos aborrece, dizemos que essa pessoa nos machucou. E na verdade foi isso mesmo que ela fez! Nos causou uma dor emocional cujo "ai", não encontrando lugar de expressão, se cala por um tempo. Mais tarde sentimos dores nas costas, na cabeça, no corpo todo... pronto, o "ai" foi dito. Uma dor que reprimimos pode gerar uma dor física indizível. Palavras ou mesmo silêncio podem machucar tanto quanto pedras e paus. A diferença é que podemos ocultar a dor emocional até de nós mesmos. Podemos negar sua existência. Podemos fingir que nada aconteceu e que estamos bem. Podemos não sentir o que verdadeiramente estamos sentindo. Nesses casos, estamos enterrando as emoções. Mas elas estão vivas... Armazenamos tantos sentimentos confusos e não tratados, como quem guarda um monte de treco em gavetas. Vamos jogando lá, de qualquer jeito, sem critérios, sem organização, sem confronto. E um dia, a gaveta não aguenta mais o peso e quebra...
Quanto mais experimentamos emoções negativas e não as expressamos, mais a nossa mente entende que devemos evitar, que devemos fugir ou lutar contra. O resultado disso é um coração duro, guiado por sentimentos de raiva, medo e ansiedade. E o mais triste é que algumas vezes não estamos conscientes disso. Nossas reações se tornam inapropriadas, incoerentes e hostis. A vida pesa. Tudo parece mais difícil do que de fato é. E a nossa saúde experimenta uma baixa em todas as dimensões.
Tenho pensado bastante a esse respeito porque não me isento dessas dores. Infelizmente não somos preparados para enfrentar certos dramas emocionais. Ninguém é. Nem ao menos podemos prever com exatidão o minuto seguinte. É como diz uma frase antiga, vamos "vivendo e aprendendo"...
Não me cabe aqui dar nenhum conselho sobre "o que se deve fazer". Escrevo para dar voz aos meus próprios "ais". Para que se expressem e deixem em paz as minhas costas, minhas pernas, minha cabeça, meus músculos. Organizo meus pensamentos e falo comigo mesma sobre o que sinto. Falo muitas vezes as mesmas coisas, desisto, insisto. Trabalho na construção de um pensamento renovado. Trabalho pesado, eu sou meu proprio oponente. Contudo, quase sempre consigo sair sozinha do lugar de dor e de raiva, mas nao sem a ajuda de Deus. Só Ele conhece a dimensão dos sentimentos e a profundidade exata dos danos que sofremos. Deus sempre nos consola quando vamos a Ele... rejeitados, zangados, humilhados, tristes, tal qual nos sentimos, tal qual estamos. Experimente então respirar fundo e devagar... inspirar... expirar... várias vezes... e dizer em pensamento a cada respiração: "obrigado". Começar agradecendo o fato de estar vivo, é o primeiro passo para quem quer diluir a dor de dentro. O que vem depois, cada um descubra por si mesmo.

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