26 de setembro de 2013

Chega de Discurso


 Certamente as palavras convencem. O perfeito ajuste entre elas, a coerência entre as ideias, a eloquência do discurso e o brilhantismo da entonação, tudo isso junto, a persuasão é certa. O convencimento intelectual está praticamente garantido.
Mas o que segue sendo determinante é o exemplo. Aquilo que pode ser visto além das palavras, nas atitudes, será indiscutivelmente imitado. Exemplos são modelos. Olhamos pra eles e fazemos igual. Se as palavras têm o poder de atrair a atenção, o exemplo tem de capturar a vida, para o bem ou para o mal. Na família somos treinados desde a infância. As regras, broncas, ordens, limites, tudo que ouvimos quando éramos pequenos, contribuiu para a formação da nossa personalidade. Mas o que vimos através da vida daqueles que nos ensinaram, sem dúvida, nos marcou muito. Assim que, sempre que erramos, caímos, perdemos, choramos e nos desconstruímos,  as imagens que foram gravadas na nossa memória funcionam como coadjuvantes no nosso processo.
Então pensei no meu pequeno exército de dois filhos... em como preciso prepará-los para a batalha que acontece todos os dias fora dos nossos portões. Eles vão me seguir, confiarão em mim e acreditarão nas minhas palavras, se elas forem validadas pelo meu exemplo, se testemunharem meu esforço em fazer o que falo. Parece simples? Mas não é. O exercício da autenticidade é talvez um dos mais difíceis nesse mundo, onde se quer fazer o que "todo mundo faz". Entretanto, não há sensação melhor do que olhar dentro dos olhos de alguém, dizer a verdade e sentir-se crido, respeitado. É gratificante. Aproximar cada vez mais as palavras das atitudes, é, então, o desafio pra este tempo. 
Senão, o silêncio é o melhor discurso.

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