14 de maio de 2013

Autoestima


Segundo definições científicas, a condição ou qualidade psicológica de quem está satisfeito consigo mesmo e demonstra confiança no próprio modo de ser ou de agir, é o que se entende por autoestima.
É a avaliação que fazemos de nós mesmos, é como nos sentimos a respeito de quem somos, de como somos. É o conjunto de sentimentos positivos ou negativos que nutrimos sobre nós mesmos e que se traduzem numa característica da nossa personalidade ou numa condição psicológica temporária, mas que, seja como for, se reflete no nosso comportamento. As crenças que uma pessoa tem de si mesma são formadas a partir da opinião que ela tem a seu respeito, reforçada pelo que ouve de outras pessoas e pelos seus próprios índices de sucessos ou de insucessos pessoais. Ou seja, se alguém ouve reincidentemente que é assim ou assado, é desse jeito que ela vai se ver e, consequentemente, é assim que vai se comportar.  Então, autoestima não é somente uma opinião que se tem de si mesmo, mas é a associação dessa opinião com sentimentos e sentido de valor. Por isso é algo tão sério, tão determinante. Nossa autoestima nos conduz nas escolhas que fazemos, na forma como pensamos, na maneira como reagimos e como nos relacionamos. A nossa vida se constrói em torno da idéia que temos de nós mesmos, o que significa que estamos sujeitos a altos e baixos, embora seja perfeitamente possível trabalhar essa ideia a nosso favor. Questões concernentes à aparencia fisica determinam se nos gostamos ou não. Elogios e reconhecimento determinam se nos consideramos capazes ou não. As reações de outras pessoas em resposta a alguma expressão ou atitude nossa, nos dão o sentimento de aceitação ou de rejeição. Enfim, não há aquele que escape de uma fragilidade ou outra quando o assunto é autoestima... E sem falar nos distúrbios  associados, tais como timidez, insegurança, agressividade, dúvida, medo, ira, falta de postura diante de situações conflitantes, compensações, além de estados patológicos como ansiedade, depressão, pânico, entre outros.
Precisamos trabalhar em nós mesmos, seriamente. Precisamos cuidar de como nossos filhos se vêem e de como se sentem. Uma pessoa com baixa autoestima tem visão distorcida de si mesma. Sua imagem é distorcida no espelho. Ela se dá nota 5 enquanto outros estão sempre acima.  E isso faz com que desenvolva atitudes injustas e comportamentos dúbios. Ela é capaz de fazer-se de vítima e tornar o outro emocionalmente refem.  Ela é boazinha com as pessoas, mas não é boa consigo mesma. Ela sofre. A dificuldade em atribuir-se o devido valor limita os seus avanços e investidas. Ela não se sente capaz, então pode ser que nem tente. Não tem autoconfiança, então pode ser que nem tente. Tem medo de errar, então pode ser que nem tente. E por aí vai, perdendo oportunidades...
Tomamos a forma do que pensamos, nos comportamos conforme o que acreditamos, nos assemelhamos ao que admiramos, repetimos o que ouvimos e reproduzimos o que aprendemos. Por isso a melhor coisa que podemos fazer por nós mesmos é buscar o autoconhecimento. Saber como somos, identificar nossos limites e reconhecer nossos pontos fortes. Isso é muito importante, é essencial. À medida que crescemos na direção desse conhecimento ficamos surpreendentemente mais seguros e em condição psicológica pra buscar melhorias em nossa autoestima. Sim! Porque se identificamos que não somos autoconfiantes é  certo que não vamos querer continuar assim! E a vontade de uma pessoa é o que move seus sucessos e seus fracassos. Aprendi que quando me sinto emocionalmente fraca, tenho que sair rapidamente desse lugar de fragilidade, antes que minha força de vontade e meus pensamentos sejam corrompidos por uma falsa visão de mim mesma ou por um sentimento de autopiedade.
Existem épocas na vida que são de expansão e crescimento em todas áreas. São fases que nos oportunizam pensar sobre nós mesmos e sinalizam amadurecimento. É um ciclo que se repete de tempos em tempos e então, mudamos! Questionamos, confrontamos e amadurecemos um pouco mais. Deus nos fez únicos e ainda não estamos terminados...
Daí é importante que eu me veja  sem distorções, nem pra mais nem pra menos; é importante que eu me considere e me respeite pelo que sou, sabendo que posso ser ainda melhor; é importante que eu me olhe no espelho e diga pra mim mesma: "gosto de você "; é importante que eu esteja bem comigo mesma, com meu passado e com meu presente, porque estes tempos são meus e o futuro é sempre amanhã. Até lá, preciso cuidar bem de mim hoje. Agora mesmo.

Seja bem vindo!