21 de dezembro de 2015

Ordem no caos


A mudança não começa no outro. Ela começa em mim e alcança o outro. Nada acontece enquanto ficamos esperando que o outro faça. E se o outro não faz, eu também não faço. 
Martin Luther King foi um pastor protestante e ativista político estadunidense, um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e no mundo. É dele está célebre citação, tão cabível no cenário brasileiro hoje: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons.” A omissão dos que representam os interesses da massa, a fraca vontade politica dos que democraticamente foram eleitos pra defender, fiscalizar e fazer cumprir a legislação e a Constituição. Parece um grande tabuleiro de dominó, onde todas as peças estão encostadas uma na outra. Em efeito cadeia tombam todas, uma de cada vez, sequencialmente, pela queda de apenas uma. 
Nós nos preocupamos com questões maiores, com o desleixo moral, com a corrupção do alto escalão, mas como sociedade somos réprobos nas pequenas coisas, falsos, hipócritas, mentirosos, subornáveis, fingimos não ver, não ouvir, não saber. Como mudar o todo se não começar pelas partes? Como mudar um país se não começar dentro de nossas casas? Como ter resultados diferentes se dia após dia fazemos as mesmas coisas, do mesmo jeito? Vêm aí 365 chances de mudar tudo. Um dia de cada vez, com pequenos esforços, pequenas atitudes, ou simplesmente dizendo não, podemos alcançar as mudanças que desejamos ver. 
E não importa a velocidade com que elas aconteçam, o importante é que em efeito cascata as mudanças saiam do discurso para a prática, do campo das idéias para a vida real, do caos para a ordem e o progresso.

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