8 de novembro de 2015

A Máxima da Vida


A primeira metade da vida é boa, mas da metade para o fim pode ser melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. De tudo ficam duas coisas: recordações e lições.
Lembro-me dos anos da adolescência, das brincadeiras de rua (quase inocentes, se não fosse por aquela "pera-uva-maçã-salada mista"), dos amigos de escola, das conversas até tarde no portão (é claro, não tínhamos whatsap). Cabeça cheia de sonhos, coração cheio de vontade... Parecia bastar o sol lá fora pra que tudo se resolvesse. Os problemas se resumiam a " com-que-roupa-eu-vou?" ou a "será-que-ele-gosta-de-mim?", embora fossem grandes questões no auge dos difíceis 13 anos.
A vida vai forjando a gente, exigindo, apertando, ensinando, moldando, transformando... até que chegamos aqui onde estou, aí onde você está. O que somos hoje é, sem dúvida alguma a soma de tudo que passou de bom e de ruim. Somos o que decidimos nos tornar. Somos as escolhas que fizemos. Somos os " sins" que demos e os "nãos " que soubemos dar. Somos nossos equívocos, nossos acertos. Somos nossos fracassos, nossas conquistas, somos as lembranças que temos, as coisas que lemos, as viagens que fizemos, somos as perdas que sofremos. Somos um conjunto complexo de belezas e feiuras e ninguém pode julgar o que é feio ou bonito em nós, porque há uma história por trás de cada coisa. Há um motivo, uma dor, um abuso, uma decepção, uma frustração e um desejo por trás de cada atitude; há um caminho que já foi percorrido, e talvez descalço, com sapato apertado, com calo nos pés, debaixo de sol, na chuva, rindo, chorando... enfim, até chegar onde estamos, muitas coisas contribuíram pra que o saldo na conta da nossa vida fosse como é. Agora administramos os problemas que criamos na primeira metade da nossa vida, lidamos com consequências, mas ainda há um montão de anos pela frente pra serem vividos com a maturidade que não tínhamos antes, com a segurança que não sentíamos e com o equilíbrio que veio no passo do tempo. 
Coisas boas nos acariciam a alma e lições nos fazem mais fortes. É a máxima de não mais sofrer com as lembranças do passado, sem esquecer o que se aprendeu.

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