12 de outubro de 2014

Por um triz


Jesus passava por Jericó naquele dia. Não voltaria ali, certamente, porque estava indo para Jerusalém, onde em alguns dias seria negado, traído, preso, julgado e crucificado.
Em Jericó havia um homem chamado Zaqueu, que era cobrador de impostos e, diga-se já, honestidade não era o seu forte. Extorquia e roubava, por isso tinha muitos inimigos. Zaqueu queria ver Jesus passar. Por curiosidade ou necessidade, mas queria. E não só por ser pequeno, mas também por ser odiado, não queria arriscar-se no meio da multidão. Então Zaqueu subiu numa árvore que havia no caminho. Quando Jesus, seguido de muita gente, passou por ali,  parou, e olhou na direção de Zaqueu. No meio de todas aquelas pessoas, Jesus prestou atenção num homenzinho de péssima reputação no alto da árvore... Jesus o chamou pelo nome e lhe disse que descesse, porque queria ir
à sua casa. Naquele dia, aquele homem detestável, cheio de inimigos e com uma história de vida desonesta, recebeu a visita do Filho de Deus. Certamente conversaram muito e Jesus tratou do seu coração. Zaqueu foi tocado na sua alma e se arrependeu das coisas ruins que fazia.  As pessoas que criticaram Jesus por ir à casa de alguem tão reprovável como Zaqueu, agora viam atitudes que afirmavam que uma mudança havia acontecido: ele passou a devolver com correção todo dinheiro que havia roubado ao cobrar impostos abusivos.
Foi por um triz. Jesus morreria em questão de dias. Era a última oportunidade de Zaqueu. E ele aproveitou. Por um triz perdemos, por um triz ganhamos. É muito tênue a linha que separa o "para sempre" do "nunca mais". É a distância exata de uma escolha, de uma atitude.

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