30 de novembro de 2013

Página em Branco


Nada pior do que ficar olhando pra uma página em branco e não conseguir escrever. Se fosse um papel, já teria amassado um tanto de folhas, mas como estou digitando, a tecla "del" está sendo usada um bocado...
Não é que eu não tenha o que dizer; é que  as palavras têm me faltado. Os pensamentos estão velozes e as emoções se arrastam com o peso de lembranças alternadas entre doces e amargas. Assim que, embora o passo dos pensamentos seja acelerado, os sentimentos inibem o fluxo das ideias.
Então eu pensei em escrever exatamente sobre esse infortúnio, na esperança de que isso provoque um despertamento das palavras adormecidas de tão cansadas, uma pausa para os pensamentos acelerados e um descanso para as emoções desordenadas de tão tristes.
Se não há nada pior do que isso para um mero aprendiz de escritor e amante das letras, também não existe coisa melhor do que quando os pensamentos encontram o rumo e geram idéias que capturam as palavras certas e, enfim, tudo converge para uma página em branco! Elas se juntam e seguem, escorrendo pelos dedos ágeis e sedentos que escrevem ou digitam a mensagem que subiu do coração para a mente inquieta que devolve as palavras generosamente banhadas pela emoção mais pura que o amor poderia gerar...!
Eis então que surge um texto! Pode não ser o que se espera dele, mas é a prova de que, assim como as palavras, as emoções também precisam de ordem, coerência e significado, para conduzir os pensamentos e as lembranças à melhor expressão possível do Eu.

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