O que não dá sossego é apego. É problema na certa. Desconfio que carência seja o pior desajuste da alma. Quero medir a temperatura dos meus sentimentos, purificar as minhas intenções e passar um detector nos meus argumentos para garantir que estejam livres desse mal. E, se precisar mudar (o que acredito que seja sempre necessário), quero fazê-lo, não para agradar aos outros, mas por quem merece, a começar por mim mesma. É que tenho aprendido uma verdade muito importante, que deveria ter compreendido há mais tempo na minha vida: que quando sou boa pra mim mesma, sou melhor para os outros. E isso não é nenhuma descoberta da psicologia, já foi dito há muitos anos por Jesus, ao ensinar os dois maiores mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo. Basta desdobrar a frase pra entender a ordem dos mandamentos sobre o amor: amar a Deus, A SI MESMO e ao próximo, como um reflexo. E não há nenhum sinal de egocentrismo ou individualismo nesta colocação. É simplesmente que a qualidade do amor que posso oferecer ao outro está intrinsecamente relacionada ao nível de amor que dedico a mim mesma. Se não sou capaz de ser sincera comigo, de ser autêntica na expressão dos meus sentimentos e das minhas vontades, como dizer um simples "sim" ou "não", certamente o amor que ofereço será frágil, infantil, impulsivo, possessivo, inseguro... porque é um reflexo de como eu me trato, de como eu sou! Então, provavelmente, minhas atitudes estejam se traduzindo em um apego exacerbado, que não condiz com a característica do amor de ser generoso, altruísta e libertador.
Bem, estou, como disse, observando o meu amor e o meu amor próprio. Não o quero doente, nem quero que adoeça ninguém. Eu o quero leve, bondoso e presenteador. Quero que seja doador de felicidade e de prazer. Que seja apegado, sim, mas que dê espaço. Que diga: "posso viver sem você, mas prefiro viver com".
Às vezes a gente precisa de um pouco de solidão pra refletir e decidir. As decisões que tomamos com respeito a comportamentos são deveras importantes, porque são elas que determinam a nossa qualidade de vida e também das pessoas a quem amamos.
Apego, na verdade, é bom e não faz mal quando é para com Deus. Quando revela dependência dEle. Porque Deus, sim, é suficiente, perfeito, imutável. Ninguém mais. Como apegar-me a pessoas que, como eu, falham, oscilam, precisam também do outro? Deus não precisa de ninguém. Ele é tudo em todos. Apegar-me a Ele significa que não terei falta do que preciso e ainda serei abastecida pra dar.
São reflexões que precisam descer ao coração. Enquanto estiverem só na cabeça não terão força pra me conduzir a mudanças eficientes. O que a gente pensa, precisa descer até o coração, mexer com os sentimentos, e então traduzir-se em vontade. Há quem defenda primeiro decidir e depois sentir. Pra mim, são igualmente importantes.
Eu me apego a tudo que gosto. Coisas, pessoas, músicas, animais, objetos. Eles se tornam únicos, adquirem um sentido altamente pessoal. Resta-me agora entender o porquê disso e soltar presilhas, desatar nós, deixar livre...
Afinal, não possuímos nada. Estamos aqui de viagem, aprendendo, desfrutando, tomando conta da vida que nos foi dada, das pessoas que nos foram confiadas, das responsabilidades que nos foram entregues, dos privilégios que nos foram concedidos. Temos um nome, que é nosso, mas todo o resto não nos pertence.
Acho que o segredo de amar e viver em paz, é esse mesmo: saber ter, sem querer possuir.
Bem, estou, como disse, observando o meu amor e o meu amor próprio. Não o quero doente, nem quero que adoeça ninguém. Eu o quero leve, bondoso e presenteador. Quero que seja doador de felicidade e de prazer. Que seja apegado, sim, mas que dê espaço. Que diga: "posso viver sem você, mas prefiro viver com".
Às vezes a gente precisa de um pouco de solidão pra refletir e decidir. As decisões que tomamos com respeito a comportamentos são deveras importantes, porque são elas que determinam a nossa qualidade de vida e também das pessoas a quem amamos.
Apego, na verdade, é bom e não faz mal quando é para com Deus. Quando revela dependência dEle. Porque Deus, sim, é suficiente, perfeito, imutável. Ninguém mais. Como apegar-me a pessoas que, como eu, falham, oscilam, precisam também do outro? Deus não precisa de ninguém. Ele é tudo em todos. Apegar-me a Ele significa que não terei falta do que preciso e ainda serei abastecida pra dar.
São reflexões que precisam descer ao coração. Enquanto estiverem só na cabeça não terão força pra me conduzir a mudanças eficientes. O que a gente pensa, precisa descer até o coração, mexer com os sentimentos, e então traduzir-se em vontade. Há quem defenda primeiro decidir e depois sentir. Pra mim, são igualmente importantes.
Eu me apego a tudo que gosto. Coisas, pessoas, músicas, animais, objetos. Eles se tornam únicos, adquirem um sentido altamente pessoal. Resta-me agora entender o porquê disso e soltar presilhas, desatar nós, deixar livre...
Afinal, não possuímos nada. Estamos aqui de viagem, aprendendo, desfrutando, tomando conta da vida que nos foi dada, das pessoas que nos foram confiadas, das responsabilidades que nos foram entregues, dos privilégios que nos foram concedidos. Temos um nome, que é nosso, mas todo o resto não nos pertence.
Acho que o segredo de amar e viver em paz, é esse mesmo: saber ter, sem querer possuir.

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