Perdeu tempo. Horas, dias, anos e quase a vida.
Perdeu oportunidades. Idéias, objetivos e quase os sonhos.
Perdeu pessoas. Desconhecidos, conhecidos, uns ditos amigos e quase o sangue.
Perdeu o foco. Caminho, direção, prioridade e quase o siso.
Perdeu um quê. Brilho, graça, atitude e outros quês.
Perdeu a voz. Palavra, canto, verso e quase o direito.
E quando se perdeu, foi que achou.
Achou tempo. Valorizou horas, dias e anos antes perdidos.
Achou oportunidades. Reviu idéias, conceitos, objetivos e teceu novos sonhos.
Achou pessoas. Deu-se a conhecer sem disfarces. Descobriu amigos. Poucos.
Achou o foco. Com nova visão, desbravou outros caminhos, marcou alguns percorridos pra não mais passar por eles e fincou placas nos caminhos seguros. Traçou prioridades e elevou coisas e pessoas essenciais. Achou um quê de brilho, de graça, de gosto. Refinou atitudes, reconsiderou valores e retomou sorrisos. Achou a voz. Na letra, na escrita, nas palavras, no direito que não se pode negar a ninguém. Enfim, ao perder, ganhou. Ao cair, levantou. E aprendeu que tempo, oportunidades, pessoas, objetivos, atitudes e autonomia são os achados mais preciosos da vida... e que vale a pena buscar por eles, até que os encontre.

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