Palavras que emudeceram. Abraços que se fecharam. Beijos que não se dão. Sorrisos que ficaram tristes. Sonhos que murcharam. Idéias que ficaram no papel. Asas molhadas que não voam mais. Cores que desbotaram. Cheiros que arrefeceram. Brilho ofuscado. Luz que é penumbra. Música em tom menor. Mas uma decisão pode mudar tudo ou muita coisa. Começar de novo é recomeçar, de qualquer ponto, desde que seja diferente. O silêncio pode conversar. Os abraços podem se procurar. Os beijos, outrora negados, voltam aos lábios que já podem sorrir. Os sonhos podem renascer e dar vida às idéias presas no papel. A alma, outra vez feliz, de tão leve pode voar e tirar do chão os pés. Tons vibrantes podem colorir vestidos, caminhos e destinos. O cheiro das manhãs, dos fins de tarde e das noites estreladas, pode trazer a lembrança de uma coisa qualquer que vale a pena guardar. O brilho perdido é recuperado, sobretudo no sorriso, e o que era penumbra, agora é sol brilhando nos olhos. A melodia que triste estava em tom menor, agora modula em acordes fazendo dançar o coração no compasso da felicidade. Assim somos nós no curso da nossa vida. Por uma decisão, tristes. Por uma decisão, felizes. Decisão nossa, não dos outros. Porque por mais que as decisões e as palavras dos outros nos afetem, somos nós que decidimos de que maneira nos afetarão! Se queremos que nossa vida seja feita de silêncios ou de sons, de proximidades ou de afastamentos, de sonhos ou de pesadelos, de metades ou de inteiros, de cores, brilho, alegria e tudo o mais, ou de cinza, sombra, restos e nada mais...assim será.

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