Recebi de um admirável professor, escritor de crônicas de reflexão, com alma de poeta, um exemplar de um livro seu, o primeiro , "Sobre coisas que vale a pena falar". Entre muitas coisas marcantes que li e, por hora, ainda estou lendo, uma *citação de Plutarco, filósofo grego, me saltou aos olhos: "Tu o chamas de ignorante? Redobra em ti o zelo pelo trabalho e o gosto pelas ciências. De covarde? Reanima tua audácia e tua bravura. De lascivo e dissoluto? Apaga de tua alma toda inclinação à volúpia que ela possa ter conservado secretamente. Pois não haveria nada mais mortificante que ver cair sobre ti a censura que tu poderias fazer ao outro."
Essas palavras ditas por um filósofo nascido em 46 AC me fizeram recordar e buscar o que disse Jesus acerca do costume de julgar os outros: "Não julguem os outros para não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros. Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: "me deixe tirar esse cisco do seu olho", quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão." (Evangelho de Mateus, cap.7, vs 1a 5)
As verdades espirituais são cheias de sabedoria. Elas não estão presas a sistemas, transcendem o tempo e a história, servem à humanidade em qualquer época e contêm lições para a vida.Qualquer pessoa pode ser amiga da sabedoria, pode buscá-la como quem busca enriquecer.
Somos advertidos a pensar que a nossa boca fala do que levamos dentro. Que vemos de acordo com os nossos olhos - se forem bons, o que vemos será bom; se forem maus, será mau. E que, com a mesma medida que medirmos, seremos medidos.
Do ponto de vista do homem, o filósofo sugere que as palavras depreciativas que lançamos sobre alguém ou sobre o comportamento de alguém, na verdade, revelam o nosso potencial para ser ou agir da mesma maneira. As fraquezas do outro, apontadas com veemência e impiedade, nada mais são do que espelhos. Assim que uma boa decisão a tomar é a de forjar dentro de nós a característica contrária àquela que estamos julgando no outro. E calar-nos.
Jesus, conhecedor do coração humano, condena a hipocrisia dos atos e das palavras. Iguala a todos debaixo do julgamento de Deus e expõe o que tentamos muitas vezes esconder: quem realmente somos - naturalmente pecadores, sujeitos às mesmas paixões, debaixo das mesmas leis e alvos da mesma graça e misericórdia.
O filósofo e o Mestre nos ensinam a importância de olhar para o próprio coração, medir as próprias faltas e corrigir os próprios erros. Somente olhando primeiro para si mesmo, é possível falar ao outro com a devida compaixão e empatia.
Não sei se você, leitor, já passou pela experiência de ser julgado e condenado por suas palavras, comportamento, ou mesmo pelo seu jeito de ser ou pelas roupas que veste. Não sei se já sentiu que alguém ou muitos se afastaram ou depreciaram sua companhia pelo mesmo motivo. Quero dizer a você que esses serão (ou já estão sendo) medidos por Deus com a mesma medida. E quando a dor se apresentar a eles, pode ser que seus olhos se tornem bons, que suas palavras se tornem agradáveis e que não se satisfaçam mais com uma vida de aparências.
Sabedoria é falar menos, ouvir mais, cuidar da alma com o mesmo interesse com que cuidamos do corpo. Vigiar sim, mas a própria vida.
Fica a reflexão de ensinos tão antigos e tão contextualizados!
"Quem tem ouvidos para ouvir, ouça."
Essas palavras ditas por um filósofo nascido em 46 AC me fizeram recordar e buscar o que disse Jesus acerca do costume de julgar os outros: "Não julguem os outros para não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros. Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: "me deixe tirar esse cisco do seu olho", quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão." (Evangelho de Mateus, cap.7, vs 1a 5)
As verdades espirituais são cheias de sabedoria. Elas não estão presas a sistemas, transcendem o tempo e a história, servem à humanidade em qualquer época e contêm lições para a vida.Qualquer pessoa pode ser amiga da sabedoria, pode buscá-la como quem busca enriquecer.
Somos advertidos a pensar que a nossa boca fala do que levamos dentro. Que vemos de acordo com os nossos olhos - se forem bons, o que vemos será bom; se forem maus, será mau. E que, com a mesma medida que medirmos, seremos medidos.
Do ponto de vista do homem, o filósofo sugere que as palavras depreciativas que lançamos sobre alguém ou sobre o comportamento de alguém, na verdade, revelam o nosso potencial para ser ou agir da mesma maneira. As fraquezas do outro, apontadas com veemência e impiedade, nada mais são do que espelhos. Assim que uma boa decisão a tomar é a de forjar dentro de nós a característica contrária àquela que estamos julgando no outro. E calar-nos.
Jesus, conhecedor do coração humano, condena a hipocrisia dos atos e das palavras. Iguala a todos debaixo do julgamento de Deus e expõe o que tentamos muitas vezes esconder: quem realmente somos - naturalmente pecadores, sujeitos às mesmas paixões, debaixo das mesmas leis e alvos da mesma graça e misericórdia.
O filósofo e o Mestre nos ensinam a importância de olhar para o próprio coração, medir as próprias faltas e corrigir os próprios erros. Somente olhando primeiro para si mesmo, é possível falar ao outro com a devida compaixão e empatia.
Não sei se você, leitor, já passou pela experiência de ser julgado e condenado por suas palavras, comportamento, ou mesmo pelo seu jeito de ser ou pelas roupas que veste. Não sei se já sentiu que alguém ou muitos se afastaram ou depreciaram sua companhia pelo mesmo motivo. Quero dizer a você que esses serão (ou já estão sendo) medidos por Deus com a mesma medida. E quando a dor se apresentar a eles, pode ser que seus olhos se tornem bons, que suas palavras se tornem agradáveis e que não se satisfaçam mais com uma vida de aparências.
Sabedoria é falar menos, ouvir mais, cuidar da alma com o mesmo interesse com que cuidamos do corpo. Vigiar sim, mas a própria vida.
Fica a reflexão de ensinos tão antigos e tão contextualizados!
"Quem tem ouvidos para ouvir, ouça."
(*citação retirada do livro "Sobre Coisas que Vale a Pena Falar", do Prof. Celso Mussa Tavares)

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