8 de março de 2017

Ela, mulher.

Acorda, enrola na cama, confere as redes sociais, planeja o dia na cabeça dela, pensa mil e uma possibilidades, se arruma, prepara os filhos, faz o café, ajuda o marido, atualiza as notícias. Adianta o almoço, separa roupa pra lavar, marca consultas, faz lista de compra, vai ao supermercado, academia, trabalha fora, dirige, negocia, briga, reclama, cria, planeja, lê, pensa, escreve, cansa, recomeça, ora, chora, sangra, depila, se cuida, cuida, protege, defende, ama, odeia, deseja, desiste, insiste, volta atrás, tenta de novo. Mas faça-me o favor: não caia nessa de acreditar que a mulher é esse sistema bruto imbatível e autossuficiente. Não, senhor. Ela não é. Entre o dormir e o acordar dela, faz toda diferença ter alguém que se importa, com quem seja bom dividir a vida, com quem ela possa desmontar todas as vezes que não suportar a pressão do dia. Então seja parceiro, seja ombro, seja mão, seja peito, seja força, seja amor e seja um príncipe. (Toda mulher guarda dentro de si a menina que sonhava encontrar um. Mas isso é segredo.) 

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