13 de janeiro de 2017

Tratamento de choque




Ele às vezes me choca. Não muitas vezes. Poucas, mas suficientes pra gerar em mim uma série de questionamentos Que, mais dias menos dias, acabam por me conduzir ao desconforto responsável por algumas mudanças  de pensamento e comportamento. Diga-se de passagem, nem sempre mudanças pra melhor, mas como toda e qualquer transformação tem sua fase de ajustes, acho que no final o saldo é  positivo. Ele é a pessoa que me faz apertar o botão do reset quando preciso reiniciar minhas configurações, ajustar, deletar. Entro em pane e tenho aquela vontade de me jogar fora (como certamente faria com alguma coisa que me enchesse o saco) mas ali está ele, com sua santa paciência, me amando assim mesmo! Ele é a pessoa que escuta as minhas bobagens. Ouve os meus barulhos. Decodifica os meus silêncios. Ri da minha cara. Por isso estou escrevendo, por causa de uma bendita conclusão sua: "estamos ficando velhos e doentes". Não aceito isso. Não aceito essa frase e vou me rebelar. Ainda não sei o que fazer. Talvez calçar o tênis e sair pra caminhar. Com ele. 


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