Eu sou um mundo de coisas. Sou meus pensamentos às vezes confusos, meus medos inconfessos, minhas vontades todas. Sou os meus gestos, os meus gostos, meu jeito de andar, de vestir. Sou as minhas gírias, sou meus silêncios, minhas palavras sensatas e as impensadas também. Sou cada uma das minhas escolhas e as consequências também são todas minhas. Tudo isso dentro de um caos organizado que é só meu. Um caos maravilhoso que, se eu não conheço muito bem, quem dirá você (aliás, você também é um caos, não se engane). Por mais coerentes que sejamos ou tentamos ser, somos complexos. Então, tenha cuidado quando expressar sua opinião ou seu julgamento. Lembre-se de que não somos assim tão diferentes. Temos uma historia de vida por trás do que se vê, então, sejamos gentis. Eu posso estar enfrentando uma dificuldade que você não tem conhecimento, então seja cuidadoso com suas palavras, suas exigências e cobranças. Você pode pensar que elas são uma virtude sua, mas talvez sejam apenas pura vaidade. Suas opiniões talvez sejam ressentimentos velados e não uma demonstração de que voce compreende a minha realidade. Se não puder me aceitar como sou ou me entender, experimente deixar que eu seja. Respeite a minha liberdade como se fosse a sua. Me ame, não me ame ou seja indiferente, mas ainda assim, não me julgue, porque os seus julgamentos são um espelho das suas próprias frustrações, dos seus medos e das suas decepções. Com essa medida que me julgar, você será julgado também. E, se me condenar, o prisioneiro será você mesmo. As suas opiniões não me definem não, mas revelam o tipo de pessoa que você é.
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