Somos as nossas memórias. Construímos nossa vida com as memórias que colecionamos. Quando nos vemos no espelho devemos lembrar disso: temos uma carreira, família, projetos, erros, acertos, sonhos, metas, e cada uma dessas partes forma o todo que somos. Deus nos criou e nos deu missão e propósito. Compreender isso já é relevante, mas descobrir qual é esse propósito, é, sem dúvida, emocionante, e, então, estar no lugar certo, fazendo o que devíamos fazer! As nossas escolhas nos colocam no lugar onde estamos. Somos o que escolhemos fazer da nossa vida. E colecionamos ao longo dos anos um extenso arquivo de lembranças e memórias que guardam o que fomos, o que fizemos e como vivemos. Isso é o que nos define. Não os momentos, mas o todo. Se estamos vivendo um mau momento, não é a nossa vida que é ruim, é só um momento ruim. Se perdemos alguém ou alguma coisa, não perdemos tudo.
Precisamos aprender a arte de perder todos os dias, até porque não suportaríamos ser acumuladores. Fomos programados pra deletar memórias automaticamente, caso contrário, ficaríamos loucos.
Às vezes esquecemos coisas. Às vezes há coisa que gostaríamos de esquecer. Mas esse esquecer também não nos define; é apenas um mecanismo. Então, "viva o momento" é o que tenho dito a mim mesma, porque um dia este momento vai ser esquecido, mas agora ele é meu. Porque eu, tão ambiciosa de palavras, sei que algum dia elas não farão sentido pra mim e eu estarei desconectada de tudo, mas ainda não. Ainda estou aqui e as minhas memórias ainda estão comigo.

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