Nós, mulheres, somos criadoras. Geramos bebê. Produzimos leite. Cuidamos de gente. Ensinamos princípios. Plantamos sonhos. Colocamos o caos em ordem. Cozinhamos, lavamos, passamos, limpamos, organizamos. Trabalhamos fora e jornada dupla em casa. Administramos tarefas. Dirigimos carro, moto, caminhão, ônibus, van e fogão. Estamos em todos os setores da sociedade. Lideramos e somos lideradas. Cumprimos deveres, horários e obrigações. Na batalha diária somos iguais: mulheres e homens. Mas essa igualdade não é sexy...
Ganhamos independência, autonomia e autoconfiança, mas todo ganho implica numa perda. Biologicamente nossos hormônios nos preparam para uma série de expressões e emoções que se realizam em cuidar, proteger, sentir, pensar, amamentar, chorar, ter prazer, acolher e tantas outras funções. Somos estimuladas para o sexo, para o amor, para o aconchego. Os hormônios nos manipulam todo o tempo. Com a demanda da vida, as necessidades e os transtornos pessoais, nosso lado feminino anda meio masculinizado... Brigamos, gritamos, xingamos, vamos ao estádio torcer pelo nosso time, sustentamos a casa, criamos filhos sozinhas, trabalhamos até mais de oito horas diárias, às vezes temos salários mais altos que os homens. Há homens que se sentem atraídos por mulheres assim, outros se sentem tremendamente inseguros diante dessas mulheres. Por outro lado, gostamos de homens que gostam de ajudar com os filhos e com serviços domésticos, e há homens que se dedicam a esse papel enquanto suas mulheres trabalham fora e sustentam o pesado da casa. Inversão de papéis em comum acordo. Estas são parcerias afetivas, tranquilas, mas de pouca adrenalina e pouca sensualidade, com raras exceções...
Gosto de buscar o equilíbrio nas questões da vida... Acho que sexy mesmo é a mulher que não abre mão de ser feminina, vaidosa e cheirosa, ainda que trabalhe o dia todo, estude à noite, dê conta de um relacionamento e seja mãe. Essa sim, é um mulherão.
Feliz o homem que não se esquece de mimar essa guerreira com coração de menina.
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