12 de outubro de 2015

Graça


Tenho um filho de 12 e uma filha de 8. Se um dia um deles me dissesse: "Mãe, eu tenho sido superbom ultimamente e acho que talvez eu seja digno de ser seu filho", eu ficaria bastante irritada. Eu lhe diria: " Digno? Você não sabe o que está falando! Anda, deixa de dizer bobagens. Vá comer a comida que eu paguei, veste a roupa que comprei pra você e vá deitar na cama que eu arrumei." São meus filhos e eu os amo, morro por eles. Faço qualquer coisa por eles. Não tem nada a ver com quão bons ou maus eles são e nunca terá! Ser filho ou filha não tem nada a ver com ser digno. Tem a ver com nascimento. Da mesma forma, o que fazemos ou deixamos de fazer não aumenta nem diminui o amor de Deus por nós. Somos seus filhos não por merecimento, mas por nascimento. Isso é que significa "nascer de novo". Mesmo em nossos momentos mais egoístas e sombrios, Deus continua a nos amar. Aconteça o que acontecer. E assim que ele vê um sinal de arrependimento ou vontade de melhorar, ele se alegra, ele nos abraça até sufocar. Manda buscar a melhor roupa, o anel e as sandálias. Isso é graça. Eu não mereço, mas não se trata de mim: trata-se do amor de Deus.

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