Deus não distribuiu terras entre as pessoas. A terra é de quem a merece. De quem cuida dela para produzir para si e seus semelhantes.
Desde sempre os homens brigam por um pedaço de terra, por território, como se o único pedaço de terra que todos necessitamos não fosse de 7 palmos debaixo do chão...
Tão dadivosa a terra que dá o seu fruto a quem lhe dá o seu suor, a quem imprime sua força nos sulcos, a quem lança as sementes com fé, a quem dedica seu tempo a cuidar do que plantou, sem sequer saber como será a colheita. Esses homens e mulheres acariciam a terra, conhecem seus períodos, não se intimidam com o sol escaldante, nem com as nuvens que pesam, nem com as pragas que ameaçam. Deixam sua casa, sua família, seus pertences e passam dias, semanas, meses, estações inteiras, preparando a terra e semeando, até que chega o tempo da colheita.
Então, como um presente, a terra lhes dá o seu produto farte e abundante. E colhem, moem, separam, compartilham. Festejam, comem, bebem. Depois negociam, vendem, lucram, perdem. E começam tudo de novo, respeitando o ciclo da terra.
Assim vivem esses que fazem da terra o seu ganha pão. Que de sol a sol manuseiam a terra. Que assistem a tarde cair devagar no campo enquanto a noite vem com seu véu cobrindo tudo... A todos eles, o abraço e o respeito de quem está do lado de cá, esperando o produto final...
Que Deus os abençoe e que a terra jamais lhes negue sustento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário