
Não sei se gosto ou não dessa colocação... por isso resolvi pensar a respeito.
Acho que o que não me agrada nessa comparação é o fato de que palco passa a idéia de que todos ali estão representando um papel que não é real e, ultimamente, essa coisa de representar tem me causado grande desconforto.Parece meio hipócrita e estive pensando que a maior hipocrisia é a que alguém comete contra si mesmo, anulando seus próprios sentimentos e abrindo mão de suas vontades e opiniões pra agradar ou pra fazer-se aceitável perante os outros. Essa é apenas uma leitura pessoal de um termo aplicado em sentido figurado.
Mas, metaforizando a vida como um palco, acho que dá pra extrair algumas idéias disso. Do mesmo modo como muitas pessoas interagem e contribuem pra que uma peça aconteça, estamos também numa produção com um grande elenco. Só que nessa minha vida, a atriz principal sou eu. Posso ser a primeira bailarina do corpo de baile, a que recebe flores ao final de um belo e suave espetáculo; posso ser a mocinha, frágil, apaixonada, graciosa, que conquista a simpatia da platéia; posso ser também a vilã, perversa, ambiciosa, interesseira e desleal; posso ser a heroína que luta por uma causa e vence apesar das dificuldades.Todo dia é dia de espetáculo no palco dessa vida. Entre os que observam há os que aplaudem, os que criticam, os que torcem pra que dê certo, os que se alegram se não obtivemos o resultado esperado. Entre o elenco há os que invejam, os que boicotam, os que competem, os que fariam qualquer coisa pelo papel principal, porque não entendem que cada pessoa tem o papel principal no seu próprio espetáculo e, de alguma forma, todas as outras pessoas têm papel secundário! Ou seja, no palco da vida, cada pessoa é um flash e todas as outras participam do roteiro de algum jeito, nem que seja atrapalhando...
Fato é que o espetáculo não pode parar. E se alguma coisa der errado, também não pode esperar pra que o ator se recomponha; ele vai usar seu talento e carisma pra se reinventar. Todo dia, quando o sol nasce, a gente acorda pra atuar em todos os nossos diferentes papéis. Em casa, uma mãe é professora, enfermeira, psicóloga, esposa, amiga, amante e o que mais precisar ser. Um pai é bombeiro, pintor, eletricista, motorista, jogador de futebol, parceiro de kung fu e outros papéis que só ele mesmo pode representar. Dentro de casa acredito que está a platéia mais importante, que sempre vai pedir bis, que sempre vai torcer a favor, que vai usar da verdade quando nossa atuação não for legal, que vai dar outra chance. Estando no papel principal ou como coadjuvante, cada pessoa dessa pequena platéia dá uma contribuição importante, no fim das contas...
Me sinto no palco, mas ainda atrás das cortinas. Tem muita gente me esperando. Uns pra me receberem de pé, outros por curiosidade. Uns querem ver meu sucesso, minha capacidade de superação; outros só esperam o momento de apontar os erros.
Estou conscientemente me preparando pra voltar. Na platéia imagino os rostos de pessoas que amo e que me aguardam; que me conhecem e me aceitam; que me incentivam e me ajudam. Pessoas que, apesar dos meus erros, não me viraram as costas nem me negaram uma palavra. Mas nem mesmo nestes posso me amparar, porque preciso dar-lhes o direito de um dia não estarem bem, afinal, são tão gente quanto eu...
É Deus o diretor geral da minha produção. Ele sabe transformar os erros em degraus para o sucesso. Sabe usar tudo juntamente para um "gran finale"...
Enquanto isso, vou vivendo os meus papéis, os melhores da minha vida, pra minha pequena platéia de 3 pessoas... guardando tudo que é bom lembrar na caixinha de jóias, num canto da alma, junto ao meu coração.
Mas, metaforizando a vida como um palco, acho que dá pra extrair algumas idéias disso. Do mesmo modo como muitas pessoas interagem e contribuem pra que uma peça aconteça, estamos também numa produção com um grande elenco. Só que nessa minha vida, a atriz principal sou eu. Posso ser a primeira bailarina do corpo de baile, a que recebe flores ao final de um belo e suave espetáculo; posso ser a mocinha, frágil, apaixonada, graciosa, que conquista a simpatia da platéia; posso ser também a vilã, perversa, ambiciosa, interesseira e desleal; posso ser a heroína que luta por uma causa e vence apesar das dificuldades.Todo dia é dia de espetáculo no palco dessa vida. Entre os que observam há os que aplaudem, os que criticam, os que torcem pra que dê certo, os que se alegram se não obtivemos o resultado esperado. Entre o elenco há os que invejam, os que boicotam, os que competem, os que fariam qualquer coisa pelo papel principal, porque não entendem que cada pessoa tem o papel principal no seu próprio espetáculo e, de alguma forma, todas as outras pessoas têm papel secundário! Ou seja, no palco da vida, cada pessoa é um flash e todas as outras participam do roteiro de algum jeito, nem que seja atrapalhando...
Fato é que o espetáculo não pode parar. E se alguma coisa der errado, também não pode esperar pra que o ator se recomponha; ele vai usar seu talento e carisma pra se reinventar. Todo dia, quando o sol nasce, a gente acorda pra atuar em todos os nossos diferentes papéis. Em casa, uma mãe é professora, enfermeira, psicóloga, esposa, amiga, amante e o que mais precisar ser. Um pai é bombeiro, pintor, eletricista, motorista, jogador de futebol, parceiro de kung fu e outros papéis que só ele mesmo pode representar. Dentro de casa acredito que está a platéia mais importante, que sempre vai pedir bis, que sempre vai torcer a favor, que vai usar da verdade quando nossa atuação não for legal, que vai dar outra chance. Estando no papel principal ou como coadjuvante, cada pessoa dessa pequena platéia dá uma contribuição importante, no fim das contas...
Me sinto no palco, mas ainda atrás das cortinas. Tem muita gente me esperando. Uns pra me receberem de pé, outros por curiosidade. Uns querem ver meu sucesso, minha capacidade de superação; outros só esperam o momento de apontar os erros.
Estou conscientemente me preparando pra voltar. Na platéia imagino os rostos de pessoas que amo e que me aguardam; que me conhecem e me aceitam; que me incentivam e me ajudam. Pessoas que, apesar dos meus erros, não me viraram as costas nem me negaram uma palavra. Mas nem mesmo nestes posso me amparar, porque preciso dar-lhes o direito de um dia não estarem bem, afinal, são tão gente quanto eu...
É Deus o diretor geral da minha produção. Ele sabe transformar os erros em degraus para o sucesso. Sabe usar tudo juntamente para um "gran finale"...
Enquanto isso, vou vivendo os meus papéis, os melhores da minha vida, pra minha pequena platéia de 3 pessoas... guardando tudo que é bom lembrar na caixinha de jóias, num canto da alma, junto ao meu coração.
Carine Beatriz